Como ocorre a erosão hídrica do solo e como evitar? Proteja sua lavoura
A Embrapa apresenta critérios como nível de intensidade da chuva, condutividade hidráulica e classe do solo como cruciais para o acompanhamento da erosão.
Segundo dados recentes do Mapa de vulnerabilidade à erosão dos solos no Brasil, publicado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Sudeste brasileiro é a região que enfrenta os maiores desafios, mas ela está longe de ser a única suscetível ao fenômeno.
Em termos gerais, a erosão hídrica do solo nada mais é do que o processo de desgaste de um espaço causado pela ação da água. O problema pode ser provocado pela chuva, expansão de rios ou mesmo pela irrigação incorreta. Como consequência, existe a perda de nutrientes do solo e redução da produtividade da lavoura.
Embora essas sejam as explicações gerais, vale a pena explicar melhor como ocorre a erosão hídrica do solo e apresentar algumas dicas de como evitá-la. Entenda melhor quais são os fatores que intensificam essa perda de nutrientes e o que pode ser feito para reduzir ou mesmo para eliminar o impacto negativo da água no solo.
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Como ocorre a erosão hídrica? Quais fatores a intensificam?
De acordo com o vídeo “Erosão Hídrica: Causas, Fases e Consequências”, criado pelo curso de Engenharia Ambiental e Sanitária da Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul, disponível no YouTube, a erosão hídrica do solo ocorre naturalmente a partir de efeitos do clima, mas também pode ser influenciada pelas ações humanas.
Uma área desmatada, por exemplo, permitirá que a água escoe com maior intensidade, o que leva à erosão do solo. Se existissem vegetações, por outro lado, o efeito não teria nem de longe a mesma intensidade.
A UEMS ainda esclarece que fatores como o volume e a intensidade da chuva, capacidade de infiltração da água reduzida, inclinações drásticas e as próprias características naturais de cada tipo de solo influenciam na erosão hídrica. Logicamente, o produtor deve refletir sobre cada tópico e buscar formas de neutralizá-los.
Como evitar a erosão hídrica? Cinco soluções recomendadas
Como visto acima, o excesso de água provoca erosão e retira nutrientes do solo. Como consequência, a produção da soja pode ficar comprometida. Para evitar este problema em sua lavoura, o produtor deve adotar algumas práticas. Confira!
1. Mantenha o solo coberto com vegetação entre os espaços de plantio
Nos parágrafos onde explicamos sobre como ocorre a erosão hídrica, mencionamos que uma área com vegetação é menos influenciada pelo problema do que uma completamente livre de plantas. Logo, uma ação contrária, com uma nova plantação, pode reduzir e até anular novas ocorrências em suas terras.
Nos espaços entre um plantio e outro, o mais recomendado é manter o solo coberto como a sua vegetação natural, não retirando mais do que é necessário para que o cultivo seja possível. Isso permitirá que as próprias plantas nativas contribuam para a produtividade.
2. Utilize curvas de nível seguindo a topografia natural da área cultivada
O Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos (SNIRH) define curvas de nível como “linhas imaginárias que unem todos os pontos que têm a mesma altitude”. O conceito é relevante ao tema atual, pois pode ser utilizado para reduzir o impacto da erosão hídrica.
A ideia é seguir a topografia natural do solo para o escoamento da água, com declives menos intensos e que permitam a retenção hídrica em espaços pontuais. Barreiras artificiais podem (e em alguns casos, devem) ser criadas, se a curva de nível for inadequada para a agricultura.
3. Considere a integração entre a lavoura e a pecuária e as suas técnicas
A Integração Lavoura-Pecuária (ILP) é o nome dado a um conjunto de técnicas que visa unir os dois espaços de produção em uma única área. A ILP é uma tendência no agro brasileiro, sendo até mesmo incentivada por órgãos governamentais, como o Ministério da Agricultura (MAPA).
A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) explica que a integração entre lavoura e pecuária contribui para a saúde do solo por reduzir o impacto da erosão hídrica a partir da diversidade de atividades. A ideia em si vai na contramão das monoculturas.
4. Evite a compactação causada por tráfego excessivo de máquinas
Um elemento nem sempre discutido quando o assunto é a erosão hídrica é o impacto da compactação do solo causada por máquinas agrícolas. Quanto mais “pisado” é um terreno, maiores são as chances de que a sua capacidade de reter água seja reduzida.
Quando a água não é capaz de infiltrar o solo compactado, ela escoa, intensificando a erosão. A solução, nesse caso, é a otimização do tráfego de máquinas e a possibilidade de se automatizar processos.
5. Monitore a erosão hídrica e aplique mudanças conforme a necessidade
Para finalizar, temos o monitoramento dos níveis de erosão hídrica do solo. A Embrapa apresenta critérios como nível de intensidade da chuva, condutividade hidráulica e classe do solo como cruciais para esse acompanhamento. A partir dos dados obtidos, soluções podem ser aplicadas.
Para além daquelas já mencionadas, há a possibilidade de plantio direto e do desenvolvimento de barreiras horizontais pequenas para segurar a água. E essas são apenas duas dentre as múltiplas ideias disponíveis para reduzir a erosão hídrica do solo. O importante é manter a observação sempre atualizada.
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