Conheça os benefícios do Sistema de Integração Lavoura-Pecuária (ILP) na cultura da soja
Tanto a lavoura quanto a pecuária enfrentam pragas e doenças, as quais atacam diretamente as plantas e os animais. Tais agentes maliciosos, porém, são distintos; com certos elementos que fazem mal à vegetação, não tendo efeito nos bichos e vice-versa, o que merece atenção.
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) define o sistema de Integração Lavoura-Pecuária (ILP) como “uma estratégia de produção que integra culturas anuais e pecuária no mesmo espaço”. Em suma, uma mesma área é ocupada por plantas e animais.
Trata-se de um conceito relativamente complexo, o qual envolve estratégias e soluções para que os espaços de produção sejam bem aproveitados. Quando colocada em prática de forma adequada, os resultados são positivos tanto para a pecuária quanto para a lavoura.
Há desafios, é claro, especialmente se consideramos tipos específicos de cultura, como a soja. Partindo do princípio que o Brasil é o maior produtor e maior exportador do produto no mundo, falar sobre o tema é mais do que importante, se tornando uma necessidade aos produtores.
Pensando nisso, elaboramos uma lista com alguns dos principais benefícios associados ao sistema de Integração Lavoura-Pecuária (ILP) que conecta culturas. Entre impactos ao solo, nas pragas e até mesmo nos rendimentos, há muito o que ser falado sobre essa ideia que é uma tendência.
Melhorias na fertilidade e uma redução nos problemas do solo
A publicação “Integração lavoura-pecuária”, disponível no site da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), cita o solo como um dos beneficiados desta técnica. Dentre os pontos explicados está a melhoria na fertilidade do solo, o que leva a uma maior produtividade.
Também podem ser mencionadas as reduções na erosão e na compactação do solo, dois dos problemas mais comuns em áreas que realizam a monocultura (incluindo, é claro, a soja). Isso se deve, entre outras coisas, ao aumento da matéria orgânica a partir da diversificação.
Redução no aparecimento de pragas e de doenças da soja
Tanto a lavoura quanto a pecuária enfrentam pragas e doenças, as quais atacam diretamente as plantas e os animais. Tais agentes maliciosos, porém, são distintos; com certos elementos que fazem mal à vegetação, não tendo efeito nos bichos e vice-versa, o que merece atenção.
O artigo “Integração Lavoura-Pecuária é uma estratégia sustentável para a agropecuária”, disponível no site da Cooperativa Agropecuária e Industrial (COCARI), menciona a prática como positiva para o controle de pragas e doenças; embora não seja capaz de eliminá-las por completo. Ou seja: não se trata de uma solução, mas uma aliada na diminuição.
Diversificação nos rendimentos para os produtores rurais
Segundo o levantamento “Solo perde mais carbono virando monocultura do que pegando fogo”, do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), a prática da monocultura durante uma década causa a perda de cerca de 38% do estoque de carbono do solo. O volume é o dobro do que ocorre em incêndios que acometem a lavoura.
À longo prazo, a monocultura acaba trazendo certos prejuízos econômicos. Com a adoção do sistema de Integração Lavoura-Pecuária (ILP), não somente se evita esse fato, como se oferece uma nova possibilidade de rendimentos aos produtores, expandindo áreas com as quais ganha dinheiro.
Possibilidade de recuperação de áreas previamente degradadas
Considerando a inevitabilidade da degradação do solo durante longos períodos de produção, devemos ponderar que a Integração Lavoura-Pecuária (ILP) também pode servir ao propósito de reverter esse quadro, sendo uma oportunidade de recuperar áreas previamente degradadas.
O World Resources Institute Brasil (WRI), no estudo “Aliar lavoura, pecuária e floresta pode recuperar áreas degradadas e gerar renda no campo”, cita a meta do governo brasileiro em implementar 5 milhões de hectares de sistemas agrícolas integrados até 2030, com um dos objetivos sendo a recuperação de solos degradados. Esforços são necessários, mas essa já é uma tendência.
Uso mais estratégico dos recursos naturais disponíveis
Pegando como ganho o item anterior sobre o sistema de Integração Lavoura-Pecuária (ILP), não podemos deixar de mencionar a sustentabilidade como outro benefício da prática na cultura da soja. Os recursos naturais utilizados no agro, incluindo a água, são limitados, requerendo um cuidado maior.
O texto “Integração Lavoura, Pecuária e Floresta - ILPF”, do Ministério da Agricultura e Pecuária, cita até mesmo os eventos climáticos como um ponto a ser considerado. Quando ocorrem períodos de seca, por exemplo, a renda da lavoura não é completamente estagnada, considerando os ganhos com a produção pecuária no espaço.
Aumento na produtividade da soja a partir dos pontos anteriores
Analisando todos os pontos citados até aqui, entre a utilização estratégica de recursos, a melhoria na qualidade do solo e o maior controle de pragas, podemos chegar à conclusão de que o sistema de Integração Lavoura-Pecuária (ILP) leva ao aumento da produtividade da soja a quem a utiliza.
O artigo “Integração Lavoura-Pecuária em pequenas propriedades: o que o produtor precisa saber”, disponível no site da Embrapa, cita até mesmo a possibilidade de se plantar a soja em terrenos arenosos a partir dessa integração, o que costuma não ser possível em outros contextos. Isso garante que a produção não fique limitada às regiões do Brasil com clima ou solo propícios para ela.
Para finalizar, devemos apontar que, no Brasil, a Integração Lavoura-Pecuária já é colocada em prática há 30 anos. Isso significa que retornos a longo prazo já foram observados e fazem parte das estatísticas mencionadas no decorrer desse texto. Não se trata de algo novo.
Levando em conta tudo o que falamos até aqui, especialmente sobre o fato de que o sistema de Integração Lavoura-Pecuária (ILP) é uma tendência no agro, é fácil perceber os motivos pelos quais vale a pena investir nesse conhecimento. A diversificação na produção é uma solução para melhorar a lucratividade das fazendas!
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